DO PLÁSTICO À PALHA

E cá estou eu, novamente, para falar de tendências.

A tendência de hoje não é nova mas, mais uma vez, chegou em força às passerelles, nas semanas da moda que apresentou as maiores tendências da primavera-verão 2018, e nas ruas das maiores capitais da moda ninguém conseguiu ficar indiferente. Falo de trench coats/gabardines, sapatos e malas em material de plástico/vinil transparente e das malas de palha.

E depois disto vocês pensam «Ah!… plástico? Que horror», sim pode ser um «horror» para algumas pessoas e, verdade seja dita, não é uma tendência para todos os gostos, mas para quem gosta de ousar e arriscar nos seus looks, e pode fazê-lo, creio ser uma aposta bastante divertida. Sim, porque a moda também pode ser uma forma de brincar e nos divertirmos com as inúmeras experiências que podemos fazer com as nossas peças de vestuário, calçado e acessórios.

E desenganem-se se acham que não podem usar peças feitas de plástico/vinil transparente de forma elegante, mas sem dúvida que, como já referi, é uma tendência bastante ousada e arriscada, como tal é preciso saber usar e em que ocasiões usar.

Quanto às malas de palha, são uma tendência mais «fácil de aceitar», até porque não são assim tão novidade, porque já as usamos há algum tempo seja como cestos de piquenique seja como mala de praia e também já foram tendência noutros tempos.

Vou deixar-vos com algumas imagens inspiradoras e a indicação de onde poderão encontrar algumas peças semelhantes para que, quem sabe, possam ousar, arriscar e até brincar com os vossos looks.

TRENCH COATS/RAIN COATS

SAPATOS DE PLÁSTICO/Vinil

MALAS DE PALHA

Podem encontar peças semelhantes e a um preço «razoável» nas seguintes marcas:

ASOS, ZARA, MANGO

Por cá, vamos ver se a tendência pega.

Ana de Pina, Consultora de Imagem

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A história do Lenço de Pescoço

A moda é composta por tendências cíclicas: o que há 10 anos foi moda, é outra vez este ano, tal como foi nos anos 70. Hoje falo-vos de moda como lição histórica, mudando um bocado a perspectiva de uma das maiores tendências de 2017 que se arrastará (julgo) até ao fim desta década.

Podemos voltar atrás ao tempo dos reis. Vamos até ao século XVI em que este lencinho aparece como se fosse de encantar no reino das princesas. Simbolizava a riqueza, exuberância – era próprio da aristocracia.

Depois desaparece: transforma-se em colarinhos entre outros. Voltando a ganhar destaque no século XX de um ângulo bem diferente do anterior.

Estamos em plena Primeira Guerra Mundial quando as mulheres começam a trabalhar porque a necessidade aguça o engenho. O lenço passa a objeto prático: completa o look formal mas protege dos resfriados ao mesmo tempo. No seu evoluir, foram as hospedeiras que levaram o lenço consigo enquanto símbolo da profissão.

A realidade é que também andaram por aí por volta dos anos 80. Sei isto porque quando apareci à frente da minha avó com um lenço ao pescoço dizia-me cheia de espanto que tenho uma gaveta cheia deles porque é fantástico como se usavam no meu tempo e agora andas aí tu com um igual. Convenhamos, não há enciclopédia mais correta que uma avó!

Para acabar, clarifico que estou a falar: de um lenço de formato quadrado, que se usa ao pescoço com as cores que quisermos, mas sempre atado de lado para cair perto do cabelo.

Sim, os de seda são os melhores – já dizia o Senhor Hermès que os criou há 200 anos e conseguiu a proeza de os eternizar até hoje. Mas a realidade é que vem aí o Inverno e podemos sempre dar prioridade a tecidos quentes.

E esta lição é para as mulheres: o lenço como símbolo social! Mas se repararem, os homens também andam de lenço ao pescoço. Mas para isso, precisávamos de mais um sumário.

Francisca Pedra Soares

Texto redigido segundo o novo acordo ortográfico