Já não há impossíveis!

Qual a relação entre os Grammy Awards de 2017 e a palavra IMPOSSÍVEL?

A cerimónia dos Grammys de 2017 contou com uma actuação que poderia ter sido brilhante entre Metallica e Lady Gaga – digo que poderia ter sido, pois infelizmente a actuação no dia da cerimónia contou com um conjunto de percalços que tornaram o ensaio geral muito acima da actuação na cerimónia. Enfim, acontece…(pode vê-la aqui).

Acabei por gostar da ideia, embora para mim esta combinação tenha sido algo assim como misturar riscas com flores num mesmo coordenado.

Fiquei a pensar se eu seria capaz de correr um risco assim, e conclui que na vida, muitas vezes somos confrontados com estas propostas que parecem impossíveis, mas acabam por dar bons resultados.

Misturar riscas com flores não seria um risco que correria, talvez optasse por outras alternativas. Mas a ideia fundamental é que sair da zona de conforto nos abre sempre novas perspectivas. Não o fazemos mais vezes com medo do desconhecido, mas também com o normal receio dos resultados que não conseguimos antecipar.

Se nos sentirmos incapazes de arriscar na vida, devemos usar pequenos truques para ir mais longe:
» Porque não começar por usar cores fora da nossa paleta habitual?
» Ou ousar um pouco no nosso estilo de sempre?
» Atreve-se a mudar o corte de cabelo que usou toda a vida?
» Complementarmente, escreva uma carta em vez de enviar um email;
» Cumprimente pessoas que não são agradáveis consigo.

Bom, estes são apenas alguns exemplos que poderá adaptar à sua realidade pessoal.
O que gostaria de partilhar consigo é que correr riscos é sempre uma forma de amadurecimento. A mim ajuda-me a enfrentar situações que noutras circunstâncias me pareceriam totalmente impossíveis de suportar. E digo-vos, pode ser cansativo e em certos dias frustrante, mas vale a pena pelos resultados no seu conjunto, já para não falar de que vai criando ‘calo’ para aguentar outras situações idênticas ou ainda piores.

Começo a achar que nesta vida muito poucas coisas são impossíveis. Precisamos de um pouco de coragem para inovar e percorrer um caminho que ainda não conhecemos. Ou, como diriam os Metallica, light it up, ah light it up. Another hit erases all the pain.

 

Filomena Gonçalves, blogger, iamage coach, voluntária da DFS Lisboa

 

O caminho para a felicidade

A primeira ideia que lhe deixo é que este título é uma falácia!

Na verdade, não há um caminho para a felicidade. Não há dicas, nem truques, nem ferramentas infalíveis para lá chegar. Lamento dar-lhe esta notícia, mas não quero enganar ninguém. Bem pelo contrário.

Mas, será que a felicidade existe, apesar de não podermos caminhar para lá? Claro que sim. A questão é que não é preciso percorrer nenhum caminho.

Passamos demasiado tempo à procura de uma receita que nos ajude a ser pessoas realizadas e felizes, quando esta ideia apenas nos aumenta a ansiedade, pois enquanto perdemos tempo a pensar em algo que vamos conseguir se caminharmos para lá – portanto, uma ideia de futuro – estamos a deixar escapar o mais importante, que é o presente.

A nossa história é preenchida pelas nossas experiências, crenças, valores, derrotas e sucessos. É por tudo isto que somos quem somos e não outra pessoa. A questão é que todo este conjunto de saberes acumulados foi construído no passado e deixa-nos marcas que nos fazem ser quem somos no presente.

E é neste presente que nos cruzamos com a felicidade, não porque a procuramos, mas porque ao aceitar o que somos e o que vivemos, reconhecemos o nosso valor, os talentos que nos permitem traçar metas e as oportunidades de melhoria. A partir da aceitação, conseguimos vislumbrar a abundância que existe na nossa vida e ser felizes.

Já tinha pensado nisto? Em como, apesar das muitas dificuldades com a família, com as finanças, no trabalho, com alguns amigos, a sua vida tem sempre mais do que aquilo que parece?

Reconhecer o muito que temos e apreciá-lo, ajuda-nos a sentir mais realizados. Faça este exercício diariamente, tirando apenas 5 minutos:

» o que fiz bem hoje?
» o que poderia ter feito melhor e porquê?
» como posso superar-me amanhã?

Registe num diário as suas respostas e defina uma ou duas ideias simples e concretizáveis relativamente à última pergunta. Ao fim de uma semana, faça um balanço da sua vida nos últimos dias. Verá que, mais do que um acumular de bens materiais, poderá rodear-se de pessoas que lhe querem bem; talvez viva num local cheio de espaços verdes que ainda não tinha explorado como deve ser; ou sem tempo para saborear o calor do sol sobre a sua pele.

É possível que agora me entenda melhor se lhe disser que a felicidade não se procura. É uma questão do Ser. Ou somos felizes, ou não somos. Ela está em nós e faz parte de nós. Por vezes pode manifestar-se menos, se nos deixarmos afundar pelos fracassos, ou pelo stress. Mas é preciso parar, reencontrar a nossa paz e deixar que a felicidade volte a tomar conta de nós.

Não procure a felicidade. Seja muito feliz!

Filomena Gonçalves, blogger, Image Coach e voluntária da DFS Lisboa

Em busca do amor-próprio

Sempre que revejo o filme «O Diabo veste Prada» faço uma rápida análise sobre o amor‑próprio, um tema para mim algo misterioso e fascinante. Tenho alguma tendência para julgar mal Andrea, a personagem principal vivida pela actriz Anne-Hathaway. Será que se eu estivesse no lugar dela faria diferente, pergunto-me. Provavelmente não. E logo de seguida questiono-me sobre o porquê de nos deixarmos «pisar» por muitas pessoas e situações com que nos cruzamos ao longo da vida. Concluo que a necessidade de agradar é um motivo, acrescendo a necessidade de ser aceite.

E depois de muitas visualizações do filme e de muito criticar Andrea, de forma mais ou menos acesa, concluí que o que lhe faltou a ela – e a nós, muitas vezes – é uma boa dose de amor‑próprio, aquela força interior que nos ajuda a ser donos de nós mesmos, das nossas opiniões e decisões, com a certeza de que agimos em função da nossa consciência e não do que irão dizer ou pensar, de forma altruísta.

E como fazer para crescer em amor‑próprio? Deixo 4 tópicos para reflectirem sobre o tema e que certamente vos ajudarão a avaliar a situação actual e a encontrar formas de melhor:

» Perfeição VS Melhoria contínua
Somos ensinados desde cedo, e ao longo de toda a vida, que temos de ser bons em tudo, senão mesmo os melhores. No entanto, o que é próprio do ser humano é procurar a melhoria contínua em tudo o que faz. Esta capacidade de superação traz satisfação pessoal e auto‑realização.

» A opinião dos outros é lá com eles
Imagine que vai a subir uma rua com um saco cheio de pedras às suas costas. Cada pedra representa uma opinião ou comentário que alguém lhe fez. Imagina-se a chegar ao cimo da rua carregando tanto peso? Livre-se disso! Aprenda a relativizar as opiniões e comentários que fazem sobre si. A opinião mais importante a seu respeito é a sua.

» Rir é o melhor remédio
Perante um erro, um esquecimento ou um problema, como reage habitualmente? Começa a protestar ou ri-se de si mesmo? Quando isso lhe acontecer, repare nas alterações que sofre ao irritar-se e ao rir-se. Irá sentir que ao rir consegue visualizar novas perspectivas sobre a mesma situação/problema.

» O poder das palavras
Costuma fazer comentários negativos sobre si, do estilo «que estúpida, esqueci-me do telemóvel em casa»? Tal como os comentários negativos puxam ainda mais para baixo, se comentar a mesma coisa de forma construtiva, por exemplo «vamos ver se amanhã estou mais atenta ao telemóvel» sentirá um alívio imediato e mais ânimo, como se o problema estivesse já superado.

Filomena Gonçalves, Blogger, Image Coach e voluntária da DFS

Ano novo, vida Nova! 7 Dicas para ser mais feliz

No final de cada ano temos tendência a fazer um balanço de tudo o que se passou na nossa vida, quer seja a nível pessoal, quer seja a nível profissional.

Assim, para que inicie um novo ano sem stress, sugerimos algumas dicas:

1 – Defina um objetivo pessoal ou profissional

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Agora que o ano começou estabeleça um objetivo para si próprio, seja iniciar uma nova modalidade desportiva ou fazer aquele curso de línguas ou outro que anda a adiar há tanto tempo.

2 – Não se preocupe tanto

happy-woman-relaxing-homeMuitas vezes preocupamos muito e às vezes até antes do tempo.

Viva o dia-a-dia e sinta que cada dia foi vivido como gostaria.

3 – Faça exercício

high-intensity-exercises-2É importante que faça exercício, não só pela sua saúde, como para sentir-se mais relaxada e melhor.

Pode começar logo pela manhã ou ao final da tarde, consoante a sua disponibilidade.

4 – Doe roupa que já não precisa

closet-cleaning-_1Senão teve tempo por causa da azáfama das festas, está agora na altura de fazer uma limpeza ao seu roupeiro. Doe algumas roupas que já não lhe servem ou que já não usa, mas que ainda estão em bom estado.

5 – Divirta-se com os amigos

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Porque a diversão faz bem à alma e estar com os amigos também, arranje um dia por semana ou uma vez por mês para sair com os seus amigos.

6 – Acorde mais cedo

o-waking-up-mature-facebookNem sempre é fácil acordar mais cedo especialmente no inverno, mas com o tempo vai acabar por entrar na rotina do seu dia-a-dia. Se acordar mais cedo, consegue fazer aquela caminha matinal ou aquela meditação. Leva os filhos mais cedo à escola e consegue chegar mais cedo ao trabalho. E ainda consegue beber o seu café e ler as principais notícias do dia.

7 – Reserve algum tempo para estar com a sua família

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Ao conseguir organizar melhor a sua semana vai ter mais tempo para estar com a sua família e mais importante que isso, vai poder passar tempo de qualidade com ela.

Seja feliz!

Vera Dias – Consultora de Comunicação e Gestora de Redes Sociais

3 dicas para treinar em casa

A moda da vida saudável é uma «nova moda» a ser levada bastante a sério.  E para fazer exercício físico, nem precisa de um ginásio, pois pode ficar em casa e poupar uns trocos. Como? Aqui ficam algumas dicas.

1 – Fazer o que se sabe

 

Se não sabe por onde começar, faça exercícios simples, como agachamentos, flexões e abdominais. Caso tenha pesos em casa, utilize-os para tonificar os músculos. O que importa é que se mexa e que não se sinta perdido no seu plano de treino.

2 – Veja no Youtube

O FitnessBlender é um canal do Youtube que tem todos os tipos de intensidade de exercícios e o Tone ItUp tem exercícios especiais para diferentes zonas do corpo. Comece por fazer o mesmo vídeo 3 vezes por semana e depois vá descobrindo novos exercícios.

 

3- Prepare o espaço e o horário

Escolha um sítio que não tenha distracções e escolha uma hora do dia para o fazer. Tenha todo o material perto de si e crie o compromisso de uma sessão de 30 minutos, no mínimo.

Em suma, para se conseguir fazer um treino indoor, é necessário começar com exercícios simples, repeti-los para criar uma rotina e depois introduzir novos movimentos. Utilize vídeos, acessórios e outros materiais para inovar e trabalhar músculos que desconhecia. O importante é que se mexa e crie a rotina – porque depois já não vai conseguir viver sem aqueles minutinhos de exercício diário!

Rita Amaral

 

O que está por trás da compulsão por doces?

Às vezes comprometemos um dia ou uma semana inteira de alimentação regrada por causa da vontade incontrolável de comer um doce. O problema é que nesses momentos, nunca ficamos só por um. Come-se um, dois, três…

Quando consumimos muitos doces, o ganho de peso é sobretudo em gordura abdominal, já que estimulam a liberação de insulina, hormona que metaboliza o carboidrato para que não se transforme em açúcar no nosso corpo, e a sua produção em excesso gera maior acumulação de gordura.

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Funciona assim:  ingere açúcar ou carboidrato e sua a libertação de insulina aumenta, o que faz o organismo entender que não precisamos de repor a energia perdida. Logo, «precisará» de comer mais açúcar, voltará a estimular a insulina e assim sucessivamente, favorecendo a compulsão e fazendo que o seu corpo entenda que precisa de açúcar e carboidrato o dia inteiro.

É bem comum que o quadro esteja ligado ao estresse e à ansiedade. Se algo afeta a pessoa ao longo dia, ela vê no doce a compensação e inicia-se o ciclo vicioso que expliquei aqui em cima.

Outro fator muito relevante é o aumento do cortisol (a hormona do estresse), que também aumenta a insulina. É produzida quando o corpo está sob tensão, principalmente quando a pessoa não dorme bem. Para entenderem melhor o impacto, saibam que duas horas a menos de sono pode aumentar a fome em 24% no dia seguinte. Com o cortisol desregulado e com a produção de neurotransmissores calmantes, adivinhem onde vai o corpo procurar energia? No açúcar, claro! O problema está na sua rápida absorção, uma hora depois o efeito já passou e aí lá vamos nós à procura de mais.

Ao dormir bem, produzimos serotonina e dopamina, substâncias calmantes que controlam a ansiedade e regulam o humor e a saciedade, mas é possível que a pessoa não tenha condições de produzi-las de maneira satisfatória pela falta de triptofano, magnésio, vitamina B, cromo… Por isso é essencial termos matéria-prima para produzi-las, que vem da alimentação. Fabricadas a bons níveis cerebrais, conseguimos controlar a saciedade.

Consumir os alimentos que o corpo não metaboliza bem também interfere na produção dos neurotransmissores e pode ser a chave para o tratamento da compulsão.

Algumas dicas para não elevar a glicose:

– Evite misturar diferentes tipos de carboidrato nas refeições;

– Adicione fontes de fibras como sementes de abóbora, girassol ou chia para diminuir o impacto do carboidrato no organismo;

– Procure consumir um tipo de proteína com o carboidrato para a absorção ser mais lenta e não entrar no ciclo vicioso que falamos aqui.

Patricia Davidson – Nutrição funcional

 

Cancro da mama: prevenir é sempre o melhor remédio

Segundo a Laço (associação sem fins lucrativos que tem como objetivo ter um impacto significativo na prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro da mama no nosso país) 1 em cada 11 mulheres em Portugal irá ter cancro da mama ao longo da sua vida.

O tumor maligno mais frequente na mulher é o cancro da mama. O cancro da mama está associado a uma imagem de grande gravidade, dado que é um órgão cheio de simbolismo na maternidade e na feminilidade. A sua incidência em Portugal é de 90 novos casos por ano em cada 100 000 habitantes.

body-image-1A idade é um factor de risco para esta doença, a partir dos 50 anos mais do que duplica, sendo que passamos a ter 200 casos por ano por cada 100 000 habitantes. Anualmente no nosso país são detectados 6 000 novos casos de cancro da mama, e cerca de 1 500 mulheres morrem com esta doença. Contudo, cerca de 1% de todos os cancros na mama são no homem.

 
Mas a boa noticia é que a doença tem um bom prognóstico se detectada a tempo. Em média, 85% das mulheres com cancro da mama retoma a sua vida normal após 5 anos de terem estado doentes.Este é um cenário muito agradável em comparação com outros cancros. Não obstante, é a principal causa de morte em mulheres por cancro devido à sua alta incidência.

A mortalidade por cancro da mama tem diminuído de forma continua e persistente, atribuindo-se a este fenómeno o aumento dos rastreios por mamografia, o que leva a diagnosticar o cancro em estádios cada vez mais precoces.

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Por isso, pela sua saúde e por aqueles que a amam, realize anualmente o rastreio.Porque prevenir, nunca sai de moda!

 
Ana Lopes, profissional na área de Forex and Money Market no BNP Paribas. Tenho a escrita como hobbie e tenho uma paixão por comida, viagens, desporto e alimentação saudável. Este é o meu primeiro artigo no Blog da Dress for Success e tinha de versar esta temática tão importante, não só pelas guerreiras que conheço que já enfrentaram a doença, como por aquelas que vi partir.