O Erro de «Qualquer Um»

Pessoas insuspeitas, advogados de nomeada em artigos de opinião («Qualquer um dos meus clientes sabe que…»), ex-Presidentes da República que escrevem as suas autobiografias («qualquer um dos meus assessores era de opinião que…») e tanta, tanta gente incorre no erro do «qualquer um» ou «qualquer uma».

Se eu digo que «qualquer» das minhas amigas gosta de praia, quer dizer que TODAS gostam. Entre as minhas amigas não há ninguém que desgoste de uma bela ida à praia.

Logo, é desnecessário acrescentar qualquer «uma», porque me refiro a TODAS.

Se à pergunta «Queres levar o casaco verde ou o preto?» Eu respondo «Qualquer» quero dizer que tanto me faz ir de verde ou preto. A resposta «Qualquer um» é redundante, porque só há duas opções, verde ou preto, e qualquer me serve.

O lema, como de costume, é «vamos simplificar!» e não acrescentemos o que não faz falta.

É tão fácil falar em bom português, nós é que por vezes gostamos de complicar.

Maria Teresa Mouzinho,  Editora

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Marketing Pessoal: a chave para o sucesso!

Já parou para pensar na imagem que projecta? Aquela que transmite aos outros através do seu comportamento, atitudes e linguagem? Esta é a sua marca pessoal, a sua essência.

E já pensou na importância de comunicar um bom marketing pessoal, para alavancar a sua carreira?

Reflicta sobre as marcas que captam o seu interesse: porque se identifica com elas? O que o fazem sentir? Que valores transmitem que o façam desejar os seus produtos e serviços? Marketing pessoal é pensar em si desta forma!

Seja um profissional desejado e com sucesso. Siga estas sugestões:

Seja proactivo! Vivemos num mundo em constante mudança, sujeitos a novos desafios e tomadas de decisão que exigem rapidez de resposta. Logo, não fique apenas a pensar no projecto que poderia implementar… passe à acção!

Esforce-se por desenvolver uma rede alargada de networking! É muito importante gerirmos cuidadosamente os contactos que vamos criando, em todas as esferas da nossa vida. Através de uma rede diversificada, poderá obter mais facilmente informações sobre oportunidades de emprego e negócios. Mas não se limite a adicionar contactos nas redes sociais… partilhe informação que acrescente valor, troque ideias que sejam produtivas, e seja autêntico!

Estimule o seu pensamento criativo, pense «fora da caixa»! Saia da sua zona de conforto, desconstrua ideias instaladas, experimente fazer diferente sempre com vista a inovar e melhorar. Todos os dias tente fazer algo novo, algo tão simples como comer um alimento que não conhece ou fazer um percurso diferente até ao trabalho.

E não se esconda na sombra… dê-se a conhecer e ao seu valor. O mundo está à sua espera!

Adelaide Galo, Formada em Psicologia e Recursos Humanos, escreve sobre Desenvolvimento Pessoal e Bem-Estar

…Sofia Contente – Coordenadora do Centro de Desenvolvimento de Carreira da Dress for Success Lisbon

Recentemente, a Dress for Sucess Lisboa relançou o Centro de Desenvolvimento de Carreira. O objectivo é simples: estar cada vez mais próximo das pessoas que atende, bem como das atuais necessidades das empresas e instituições do mercado.

 

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Sofia Contente, Coordenadora do Centro de Desenvolvimento Carreira

Qual a função do Centro de Desenvolvimento de Carreira?

 A função do CDC é apoiar pessoas, homens e mulheres, em situação de desemprego ou empregadas. E ajudá-los na redefinição de objetivos profissionais, gestão de carreira, na questão do work and life balance…Pretendemos dessa forma reforçar a autoconfiança de cada mulher através de um atendimento personalizado e feito com muito respeito pela dignidade de cada uma.

Que tipo de serviços prestam?

No Centro de Desenvolvimento de Carreira fazemos o diagnóstico dos talentos das pessoas que nos procuram, das suas skills e do que precisam de trabalhar, da sua capacidade de empreender, sendo ainda projetado com apoio de um técnico (especializado na área de recursos humanos e psicologia), um plano pessoal que poderá visar a procura de emprego, de formação ou a retenção do seu posto de trabalho.

Estão previstos novos eventos?

Este foi o primeiro evento deste ano, mas iremos ter um na área da Economia Social e realizar 4 workshops para pessoas em situação de desemprego. Queremos chegar cada vez a mais pessoas, tentando cumprir dessa forma a nossa missão, a missão da DRESS. Que para além da Boutique e Centro de Desenvolvimento de Carreira, oferece ainda o Professional Women’s Group que é um programa de formação criado para promover a retenção no posto de trabalho e desenvolvimento da carreira profissional das mulheres, capacitando-as com as ferramentas para a gestão diária da vida profissional e pessoal. E tem também um grande foco na formação para a inclusão. Razão pela qual somos contactados por outras associações e mesmo organismos públicos, para realizar ações no âmbito da empregabilidade e imagem.

Na sua opinião, que tipo de caracteristicas ou skills as empresas mais procuram e valorizam?

De acordo com um relatório publicado recentemente, o  relatório Flexibility@Work 2016 da Randstad, apontaria as seguintes 10 competências não formais mais relevantes: “a resolução de problemas complexos; pensamento crítico; criatividade;  gestão de pessoas; coordenação com pessoas; inteligência emocional; julgamento e tomada de decisão; orientação para os serviços; negociação e a  flexibilidade cognitiva.” Ainda de acordo com o mesmo estudo e no caso dos jovens, referiria ainda: “o desenvolvimento de certas competências sociais e emocionais, tais como as que envolvem o trabalho em equipa, que quando não trabalhadas, podem minar o uso das suas habilidades cognitivas.”

 Para terminar, quais os principais conselhos que daria a alguém em situação de desemprego?

Nas questões mais operacionais, se assim pudermos chamar, cuidado, muito cuidado na elaboração do cv, o cv é a cara da pessoa numa primeira fase, deve ser personalizado a cada oferta de trabalho. Depois a entrevista, a forma como estuda a empresa, sim, devemos estudar a empresa a que nos estamos a candidatar, o cuidado com a linguagem verbal e sobretudo com a linguagem não verbal. Por outro lado a situação de desemprego pode ser um bom momento para reavaliar a vida… que sonhos tenho? O que gostaria ainda de fazer e não tive oportunidade porque a vida me levou por outro caminho? Pode ser agora a oportunidade! O outro ponto que gostaria de destacar e mais intrínseco, a motivação.  A situação de desemprego é um ciclo… dias piores, dias melhores…

A pessoa tem  que ter a capacidade de se auto motivar?

Sim! Diariamente, o não baixar os braços, não ficar em casa… quem está em situação de desemprego facilmente esmorece, não deve… não é fácil, mas deve fazer um esforço, arranjar objectivos diários para sair de casa… e não precisa de gastar dinheiro, um passeio pela rua, uma ida à biblioteca, visitar alguém… conversar… fazer voluntariado… formação…  não se isolar, não ter vergonha de dizer que está em situação de desemprego, nunca sabemos de onde pode surgir uma oportunidade… com tudo isto quero dizer,  nunca desistir, não baixar os braços… e pode sempre contar com o CDC para a apoiar em qualquer situação. Existimos para isso!

E a um jovem que estivesse agora a dar os primeiros passos na sua carreira?

No caso dos jovens, considero que o grande conselho que poderia dar é FOCO! Foco na elaboração do CV e da página do linkedin ( e bom senso!)  foco na escolha do emprego ( não haver precipitações com receio de não arranjar nada melhor); foco na definição dos próprios objetivos para o futuro ( e realismo, claro!) Depois o networking, cada vez mais se assume como um elemento de extrema importância. Procurar estar nos locais onde acontecem eventos da área de interesse do jovem, conhecer o meio ao qual está a tentar pertencer.  Ter alguma calma, muitos jovens querem logo mostrar todas as suas competências, estão cheio de vontade e ideias de mudar o mundo… não é que seja mau… mas com calma e com respeito pelas hierarquias, saber ouvir… escutar primeiro… observar… não se sobre nem subvalorizar…  e por fim… e fundamental: persistência, espirito positivo e motivação!

 Vera Dias – Consultora de Comunicação e Gestora de Redes Sociais

Como sair da sua zona de conforto?

Certamente numa conversa casual de trabalho ou entre amigos já surgiu o tema «não te faria bem sair da tua zona de conforto?», na verdade o nome zona de conforto transmite-nos a ideia de ser um lugar para estar, a realidade indica ser um lugar verdadeiramente castrador adverso a novas experiências profissionais e, também, ao desenvolvimento pessoal.

É possível definir o que se entende por zona de conforto? Ora bem, simplificando, corresponde a uma disposição mental de habituação, ou seja, sentirmo-nos confortáveis no mesmo posto de trabalho durante anos e adversos a uma nova carreira, com receio de arriscar e perder tudo! Num mercado laboral cada vez mais dinâmico e exigente é fundamental estarmos preparadas para dar o passo seguinte e explorar diferentes oportunidades.

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Algumas dicas:

  1. Dê o primeiro passo num ambiente novo, a ideia é mesmo posicionar-se num ambiente desconhecido e esforçar-se para conhecer novas pessoas ou por exemplo discursar publicamente no próximo jantar da empresa;
  2. Opte por não escolher o mais fácil, pretende-se que siga aquilo que lhe trás desconforto, risco e alguma insegurança. São estas escolhas que a farão crescer e lhe ensinarão mais, estará mais preparada para abraçar um novo projeto com confiança e entusiasmo;
  3. Considere novos pontos de vista, aqui aproveite para debater ideias dentro ou fora do seu círculo profissional, assertivamente, acabará por rever as suas crenças e/ou ideologias;
  4. Lembre-se: amanhã é um novo dia e está sempre a tempo de mudar!

Fundamentalmente, o ponto principal a reter prende-se com a ideia de experienciar novos caminhos e refletir sobre os mesmos, como forma de contrapor os seus benefícios transversais a outras circunstâncias, tanto pessoais como profissionais.

Pronta para se desafiar?

João Santos

 

Networking: como beneficiar da sua rede de contatos?

Não existem dúvidas: vivemos submersos numa época de redes, redes sociais, redes de consumidores, redes de contatos. Muitos de nós acabamos por desenvolver a nossa rede de networking de forma espontânea, outros nem tanto.

Quantas vezes já nos alertaram para a importância de criar relações profissionais favoráveis? Por esta razão, é fundamental compreender quais os benefícios de criar uma rede de contatos como forma de progresso na sua carreira, ancorada em duas matrizes fundamentais: construir relações de longo prazo e incrementar a sua reputação.

O ponto de partida é simples, seja simpática, confiante, interessada e faça com que se lembrem de si, prepare o seu trabalho de casa e desmistifique algumas das suas conceções sobre a sua área de trabalho e comece a «apalpar» terreno. Contrariamente ao que está a pensar, numa primeira instância é importante vencer a timidez e falar com conhecidos, alguns amigos, até mesmo adicionar no LinkedIn aquele profissional da empresa com quem tanto quer trabalhar no futuro!

linkedin-o-que-os-recrutadores-procuram-no-seu-perfilNa verdade, é igualmente importante estar presente em eventos de networking, grupos de discussão online e palestras e, demonstrar um interesse genuíno em alavancar relações profissionais.

Lembre-se, a sua network pode ser uma fonte de ideias frescas, o facto de frequentar habitualmente eventos irá melhorar a sua visibilidade; certamente oportunidades de negócio, prosperidade na carreira e de crescimento pessoal surgirão com maior facilidade; profissionais relevantes fornecem conselhos basilares sobre a indústria o que pode clarificar a sua estratégia no mercado de trabalho e alavancar o seu capital social.

 

João Santos

Alimente-se bem… sem comer palavras!

Hoje é comum comermos palavras que são muito indigestas e nos põe a dizer tolices. Não sei de onde veio a moda, suspeito que os sms’s, em que tudo abreviamos, possam estar na origem da tendência.

Já não se diz «Boa Tarde» mas apenas «Taaaaaaaaaaaarde»; à pergunta «Como Estás?» já não se diz «Estou bem muito obrigada» ou «Vou andando» a resposta é hoje «Tá-se!».

São modas dir-me-ão mas o pior é que atrás delas vêm as grandes tolices, de que é exemplo máximo o comum desejo de «Uma boa continuação!». Só mesmo por delicadeza, não faço a ostensiva pergunta «Boa continuação de quê?» quando sou brindada com um tal voto.

Continuar e continuação requerem sempre um complemento. Se vos disser que agora mais não escrevo porque «vou continuar» ouvir-se-á desse lado, obviamente, «vais continuar o quê»?!? Também não poderei dizer «Bom, eu continuo», perguntar-se-á de imediato «O quê»?

Se a alguém quiserem desejar «continuação» terá de ser de uma boa tarde, de um bom dia, de boas melhoras, de boas férias… de qualquer coisa.
A «boa continuação» por si só é uma imensa tolice.

Vamos lá dizer tudo, não ficar pela metade e principalmente não comer palavras!!

Maria Teresa Mouzinho,  Editora

Como lidar com críticas no seu trabalho?

Somos pessoas, com qualidades e defeitos, mais para a esquerda ou para a direita, com mais ou menos temperamentos, com esta ou aquela característica mais acentuada e o que nos surpreende mesmo é sermos alvo de críticas, sejam elas positivas ou negativas.

No nosso dia-a-dia, quer seja pessoal ou profissional, cruzamo-nos com as mais diversas pessoas, lidamos com as mais variadas situações, vivendo numa sociedade altamente critica e de julgamentos imediatos pelos bons dias que (não) demos, pela roupa que vestimos naquele dia, pelo objectivo que não conseguimos cumprir, ou pelo erro cometido naquela apresentação durante a reunião mensal, sendo importante sabermos lidar com as criticas que nos fazem.

Se a crítica é positiva, devemos simplesmente reconhecê-la e agradecer pelo facto de a terem feito, ficando satisfeitos. Por sua vez quando a crítica é negativa o nosso desagrado e sentimento de frustração ou mesmo de fúria é evidente, no entanto, devemos tentar encará-la, como uma crítica construtiva, se a mesma for justa e fizer sentido.

Deste modo, quando somos confrontados com uma crítica negativa devemos:

  • Respirar fundo

Ouvimos a crítica e não devemos reagir de imediato à mesma nem responder “na mesma moeda”, mas sim respirar fundo e interpretar aquilo que nos foi dito;

  • Fazer uma introspecção

Analisando a crítica devemos olhar para nos próprios, num exercício de introspecção, analisando a razão e coerência da mesma. Fazendo sentido devemos tentar aceitá-la, agradecendo o comentário, caso não faça sentido, não devemos relevar a importância da mesma, respondendo educadamente que não concordamos e seguimos com a nossa vida;

  • Ver a crítica como uma oportunidade

Se a crítica fizer sentido e a aceitarmos como parte de nós, é de facto interessante olharmos para ela como uma oportunidade de melhoria, como uma possibilidade de evolução, corrigindo os nossos erros e crescendo, tornando-nos cada vez melhor.

No final do dia não se deixe abater pelas críticas que lhe fazem ou opiniões que têm sobre si, pois somos pessoas em constante aprendizagem, num caminho de sucessos e falhas que nos tornarão sempre melhores.

Sofia Murta, 

Profissional de Recursos Humanos, com 6 anos de experiência profissional nesta área, apaixonada pelas pessoas e pela comunicação nas organizações. Defendo um equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional, com desafios e evolução constantes. Com 28 anos, tenho a escrita como hobbie e o desporto como paixão.