A difícil tarefa da gestão diária!

O equilíbrio diário entre tudo o que implica a nossa profissão e a família é bem mais fácil de falar do que de pôr em prática, o que leva muitos de nós (pais/mães) a entrar, não poucas vezes, em quase desespero e a colocar em causa a nossa qualidade enquanto seres humanos. A autora Kim Lachance Shandrow fala-nos disso no seu artigo.

Sanidade Mental, onde ficas tu no meio dos verbos mais utilizados pelas famílias [despachar, calar, comer, fazer, estudar, entre outros] e no meio de frases típicas [“não tenho tempo para nada!”, vou chegar atrasado/a!”; “não consigo fazer tudo!”, “acho que estou a falhar como mãe/pai!”]?

Existem algumas palavras-chave para que a sanidade mental se mantenha. Irei falar de três que me parecem essenciais.

IMPERFEIÇÃO

Não, não me enganei, a primeira palavra é mesmo IMPERFEIÇÃO! Não podemos, nem devemos ter a pretensão de sermos perfeitos! NINGUÉM é perfeito e, se tivermos essa meta, a nossa amiga sanidade mental será testada ao limite. Temos de assumir que, de facto, somos imperfeitos, e não existe mal nenhum nisso! Às vezes, as coisas não correm como o esperado: falhamos, acontecem imprevistos, que são isso mesmo: imprevistos. Por isso, temos de os encarar como tal: uma situação temporária, de mais ou menos fácil resolução, e que terá um fim breve, altura em que tudo voltará à normalidade, sem dramas!

Tivemos de faltar ao emprego? Não conseguimos ir à reunião da escola? Vamos para a próxima, marcamos outra data… sem culpas, sem ressentimentos, sem ansiedades, porque, no fim, tudo se resolve!

FLEXIBILIDADE

Devemos ser flexíveis, ter segundos e terceiros planos para as coisas (mesmo que não tenhamos pensado muito neles). Se as coisas não correm como o esperado, paramos, respiramos e seguimos outro caminho. Demora mais tempo? Tem mais “pedras pelo caminho”? Não é o que queríamos? É o que podemos nesta altura, por isso ‘vamos lá’!

Nas coisas do dia-a-dia, como já referi, existem muitos contratempos, surgem muitas situações inesperadas, que podem gerar ansiedade, stress… A forma de os tentar diminuir, remete-nos para a terceira e última palavra:

PLANIFICAÇÃO

E por fim,  planificação. A planificação permite criar uma rotina que aliviará o dia-a-dia, diminuindo o stress, permitindo uma maior capacidade de gestão dos imprevistos. Falarei com maior pormenor de estratégias de planificação/gestão do dia-a-dia em artigos posteriores, como por exemplo, a lista do que temos para fazer (To do), o calendário de família, o quadro de tarefas, a planificação da semana, entre muitas outras. Esta gestão permitirá criar um maior equilíbrio, uma melhor organização do tempo, de partilha de responsabilidades entre todos os elementos da família fazendo, desta forma, e como já referi, diminuir o stress em casa e no trabalho, melhorar a dinâmica familiar (ganha-se mais tempo para a família) e, por consequência, manter a tão fundamental sanidade mental!

Foto aqui.

Sofia Contente, Psicóloga

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