Ultra-Violeta, a cor de 2018

A cor ultra-violeta é um tom de roxo dramático que comunica criatividade e pensamento visionário.

«Vivemos em tempos que precisam de criatividade e imaginação. É esta energia inspiradora que nos traz a cor pantone ultra-violeta. Derivada do azul escuro, eleva as nossas expectativas a níveis mais altos. (…) ilumina o caminho do que ainda está por vir», disse Leatrice Eiseman, directora executiva da Pantone.

A Pantone é uma empresa americana que indica as tendências de cores mais relevantes do mercado. Elege anualmente uma cor que pretende definir as características da actualidade. Por exemplo, em 2016 o rosa quartzo e azul serenity foram eleitas para amenizar o clima de tensão que se sentia. Em 2017 o Greenery representava um novo começo, uma forma de oxigenar e revitalizar novos tempos.

O ultra-violeta foi eleita a cor Pantone 2018.

«A Cor do Ano Pantone é mais do que uma tendência (…) é realmente o resultado de uma reflexão daquilo que está em falta no mundo atual», diz Laurie Pressman, Vice Presidente do Pantone Color Institute.

Como usar o ultra-violeta nos nossos looks?

De uma forma generalista, o roxo é uma cor que transmite espiritualidade e mistério. No entanto, também transmite poder e alguma sensualidade. A pensar na mensagem que o ultra-violeta pode transmitir é necessário algum cuidado e ponderação na sua conjugação.

Combinações mais suaves

Para looks mais discretos, principalmente relacionados com a nossa vida profissional, podemos optar por conjugar com tons mais claros de roxo e rosa, ou adicionar cores neutras claras ou até combinar com padrões leves.

01.pngCombinações mais arrojadas

Podemos usar combinações mais arrojadas na nossa vida pessoal ou até em empregos mais criativos, desde que com muito bom senso. Para tal, que tal arriscar na mistura de duas ou até três cores fortes?!

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Em acessórios

Temos sempre a hipótese de usar apenas em acessórios. Quer de uma forma simples, escolhendo apenas um acessório ultra-violeta, quer de forma mais arrojada, combinando duas cores fortes.

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Quem por aí é fã desta cor? 😉

Fonte das imagens: https://www.pinterest.pt/consultoriadeim/style-it/

Rita Completo, Consultora de Imagem

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Os «Óscares» da Moda Lisboa FW’18/19

Depois de Nova Iorque, Milão, Londres e Paris, foi a nossa vez. A semana da moda Lisboeta (e depois do Porto) já passou. E as tendências vencedoras que se confirmaram nas passadeiras para o próximo Outono/Inverno foram:

Life in plastic… is Fantastic! Já sabíamos que os sapatos iam ser plásticos, mas agora será plástico em todo o lado. Prémio de Tendência Mais Prática da estação: já não há que temer a chuva.

 

tranparente

Luís Carvalho

Cores vivas e/ou metalizadas: Tendência mais Animada da estação vai para estes tons. Porque este inverno já foi demasiado longo, certo? Para o ano ninguém larga as cores! Em destaque, fica a cor do ano da Pantone: roxo/lilás!

 

 

metalizado

Kolovrat

It’s So Fluffy: a Moda da Realeza: continuam os folhos, sobre folhos e mais franjas com penas.

 

 

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David Ferreira

Sleepwear: o Streetstyle Mais Confortável da estação: alegrem-se as domingueiras do sofá. Os skinny jeans podem sair do armário, já só queremos calças largas.

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Ricardo Preto

Transparências: o Toque Mais Sexy da próxima estação.

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Filipe Faísca

Fanny Packs: o Acessório que Mais Divide a População – as fanny packs. O que acham? Na dúvida, vou ali comprar uma e já volto para vos dar uma opinião.

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Carolina Machado

Todas as fotografias foram tiradas do arquivo do site da Moda Lisboa em modalisboa.pt

Francisca Pedra Soares

Consultora de Marketing & Comunicação

Texto redigido segundo o novo acordo ortográfico

10 PERGUNTAS CERTEIRAS A ANA DE PINA

1 – Que peça de vestuário nunca deveria ter sido inventada?

Só me ocorre uma: Crocs. É uma peça que  não gosto, mesmo nada, não encontro outra peça que para mim faça menos sentido existir que esta, não é mesmo nada bonita .

2 – Pensando na roupa que se usava, em que década é que não se importava de ter vivido?

5adca92e8b6c861628b51eb75d5c32ef52f347b0d4e7bd074f81340bd3c95310Apesar da agitação vivida nesta época, escolhia sem duvida a década de 70, identifico-me com a época e com as inúmeras peças de roupa, desta altura, desde o macacão, croped top à calça flare, mais conhecida como boca de sino, que usei e uso, sou uma verdadeira fã e adepta destas calças.

E escolho esta época, também, pelos padrões étnicos e coloridos que se usam e que foram usados não apenas como moda mas como uma forma de liberdade de expressão.

3 – Que peça de roupa, calçado ou acessório lhe dá um boost automático de confiança assim que o veste/usa?

Uns sapatos de salto alto. Qual a mulher que ao calçar uns belos sapatos de salto alto não se sente logo mais esguia e confiante? Eu sinto! E penso que é uma peça essencial para qualquer mulher.

E mais, dão um boost automático a qualquer look por mais básico que seja, por exemplo adoro ver uma belos stilletos com umas calças de ganga e um camiseiro.

4 – Uma mulher portuguesa que admire pelo estilo?

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Raquel Prates, para mim é um ícone de moda, uma verdadeira It- woman portuguesa.

Adoro o seu visual e estilo muito particular, muitas vezes irreverente, mas de uma extrema elegância.

5 – E uma que seja para si um exemplo de vida?

Não consigo indicar uma mulher que para mim seja um exemplo, porque tive e tenho muitos exemplos na minha vida, que me inspiram e ajudam a crescer. Posso dizer que ao longo da minha vida deparei-me com várias mulheres que, para mim, foram e são um exemplo e muitas mulheres comuns que passaram pela minha vida e fizeram diferença ou marcaram a minha vida de certa forma, falo de amigas, irmãs, colegas de trabalho, professoras, médicas que me inspiram e acrescentaram algum conhecimento, ensinamento ou algo de positivo na minha caminhada.

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Wilma Moisés

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Mariama Barbosa

Por exemplo lembro-me, até hoje, da minha directora de turma do ensino básico – professora Alexandra Amaral,  da minha professora de história do Direito (Dra. Teresa Morais –  jurista, assistente universitária e política portuguesa) a Magistrada do Ministério Publico –  Dra. Maria José Morgado, a Mariama Barbosa (Relações Públicas da agência SHOWPRESS PRESS & PR OFFICE e da ModaLisboa e autora do blogue MariamacomK), Wilma Moisés ( Fashionista e autora do blog fashion sambapita) –  todas estas mulheres me inspiraram e inspiram, seja pela força e determinação que transmitem ou pelo seu papel e posição na sociedade.

Diria que todas as mulheres que passaram e marcaram o meu percurso, enquanto ser humano, são mulheres que fazem-me  acreditar e pensar que podemos ser e chegar onde quisermos.

6 – Na roupa e forma de vestir, devemos jogar pelo seguro ou arriscar mais?

Eu confesso que adoro arriscar, talvez porque a minha profissão me exija, diariamente, jogar pelo seguro e adoptar um estilo mais formal, sempre que posso arrisco e, até, se torna desafiante tentar encontrar formas de ousar  e arriscar sem “infringir” o dress code profissional. Por isso acredito que devemos arriscar mais e, muitas vezes, arriscar passa apenas por usar uma peça de uma cor diferente da habitual ou usar uma peça que achamos que não nos fica bem.

O conselho, quando escrevo para as mulheres que leêm o Blog, é sempre o mesmo “experimentem”, neste caso arrisquem.

7 – Uma loja de sempre, e uma descoberta recente?

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Sfera

Uma loja de sempre para mim é a Massimo Dutti, onde sei que encontro peças de qualidade e com uma duração incrível. Apesar de não ser um compradora assídua, desta marca, quando quero investir numa boa peça do guarda-roupa essencial (https://dfslisboablog.com/2016/07/12/guarda-roupa-essencial/), como um blaser ou uma camisa, sei que esta marca não me irá desapontar.

Uma descoberta recente foi  a Sfera, passava sempre pela loja e não lhe dava grande crédito, de uns 3 anos para cá passei a compradora mais assídua, podemos encontrar peças com uma boa relação qualidade preço.

8 – Como é que a Moda pode ajudar a mudar mentalidades?

Desde logo, começando por arriscar e  quebrando  tabus e os  padrões da indústria.

Felizmente, nos últimos anos, temos assistido a algumas mudanças, cada vez vemos mais marcas  e estilistas quebrarem os maiores padrões  do mundo da moda, como o tamanho, cor-de-pele, idade e género.

Dou-vos alguns exemplos: em 2014, no desfile de Outono/inverno da Gaultier em Paris,as atenções estavam viradas para Conchita Wurst, conhecida como “a cantora barbuda” que venceu o Festival Eurovisão da Canção.

Em 2015, a marca de produtos capilares Redken escolheu a modela, bransileira transexual, Lea T para ser a cara da marca, quebrando o enorme tabu do género, mostrando que a beleza é mais do que um género.

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Michael Kors e Ashley Graham

Em 2017, um dos grandes padrões da industria da moda é quebrado, quando Michael Kors, utiliza no seu desfile de Outono, a modelo plus size – Ashley Graham – mostrando que a moda e a sua marca é para todas as mulheres.

Temos assistido a uma maior receptividade, ao que para muitos ainda é considerando “diferente”  e, embora, haja uma maior diversidade de modelos, que quebram os padrões, ditos normais,  ainda há um  longo caminho a percorrer para que a moda, com o seu poder influenciador, continue  a mudar mentalidades.

9 – Qual o seu lema de sucesso?

Neste momento, não tenho um lema de sucesso, mas durante alguns anos, vivi sob o lema “sutine et abstine” que é uma expressão do latim que siginifica “suporta e abstém-te”,  para mim no suportar e no abster estaria o vencer.  Hoje em dia não vivo tanto sobre este lema ou qualquer outro, tento simplesmente dar o melhor de mim para ser uma excelente profissional, mas acima de tudo uma melhor pessoa.

10 – Complete esta frase: “O Mundo seria muito melhor se…”

Aceitássemos o próximo tal como ele é, basicamente aceitarmos a diferença. Seriamos todos tão mais felizes, acredito.

 

Marcas que marcam a diferença em Portugal

A sustentabilidade e ética fazem parte integrante de todas as fases de produção (e posterior) comunicação da moda. Resultaram de 2017 estudos que comprovam que estes 2 fatores são, não só símbolo de inovação, mas também condição essencial à sobrevivência da indústria.

Aqui em Portugal temos muita gente já atenta a estas questões. Aqui ficam 10 marcas portuguesas que já deixam uma pegada sustentável e/ou ética neste Mundo:

Green Boots – Earth Heritage: uma marca cheia de herança que vende calçado de qualidade, confortável e duradouro. Transparentes em relação ao seu método de produção (Goodyear Welt) e focados em dar trabalho aos artesãos da sua fábrica.

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 As Portuguesas – Egofriendly footwear: usam cortiça e matérias sustentáveis; querendo ser intemporais – acreditando na durabilidade dos seus materiais.

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 MDMA Shoes: «Minimize damage, maximize arte»: sapatos feitos de materiais reciclados e residuais. A fundadora garante nunca mais quer voltar a criar moda que seja prejudicial para a Natureza.

mdmasmdmashoes.com

NaturaPura: roupa para bebés e crianças feita de algodão biológico, evitando quaisquer tipos de alergias para os bebés.

naturanaturapura.com

Toino Abel: carteiras feitas à mão, repletas da herança e experiência dos seus criadores. Usam a natureza portuguesa com respeito, inclusive pele vegetal pintada.

toinotoinoabel.com

Narra – Mãos Que Contam Histórias: uma marca de acessórios de moda para mulheres, que vinga pela qualidade de cada peça feita à mão por artesãos que encontram em Portugal, e não só. Contam as histórias de cada artesão, valorizando assim o seu trabalho e assumindo um preço justo.

narranarra.store

 AwayToMars: afirmam-se pela garantia que dão aos seus consumidores de que cada interveniente no processo de produção de cada peça é justamente recompensado.

awaytomarsawaytomars.com

Elementum: apostam em designs simples e multifuncionais (afirmam que nós é que usamos as roupas, não são as roupas que nos usam a nós), feitos de matérias sustentáveis e naturais.

elementumluxuryistohavesimplethings.com

 NAE Vegan: uma marca de calçado que defende a proteção animal usando apenas matérias ecológicos e naturais. Querem que os seus sapatos representem também este estio de vida.

naenae-vegan.com

 Isto.: marca criada por 3 homens e feita para homens. Contrariando as estações, criam designs transversais aos 12 meses do ano, usando as melhores matérias e métodos de produção para que durem, durem, durem. São transparentes em relação ao preço que praticam.

istoisto.pt

Francisca Pedra Soares

Consultora de Marketing & Comunicação

Texto redigido segundo o novo acordo ortográfico

 

Cabelos – tendência Cabelos Naturais

Hoje venho falar-vos de um tema diferente, já ouviram falar de transição capilar? Pois bem, este é o nosso tema de hoje.

A transição capilar mais não é do que uma «fase de passagem», desde o momento em que se toma a decisão de «libertar» o cabelo de todos os processos químicos efetuados , ou seja, é uma fase em que o cabelo deixa de receber qualquer tipo de tratamento químico (alisamentos, desfrisos, permanentes, marroquinas…) e volta ao seu estado natural.

Resolvi abordar este tema porque, cada vez mais, as mulheres escolhem adotar um estilo de vida saudável que não passa apenas pela alimentação e exercício físico mas sim pela sua saúde em geral, onde se incluía a saúde dos seus cabelos.

Diria que tudo começou como «uma moda», sim moda! A moda dos cabelos naturais que teve o seu início muito por influência das mulheres cujo tipo de cabelo não é liso, ou seja, por todas aquelas que têm cabelos cacheados, caracóis, cabelo frisado e «afro».

E estas mesmas mulheres decidiram libertar os seus cabelos e adotar um estilo natural até porque, até há bem pouco tempo, estes tipos de cabelo sofreram alguma discriminação em detrimento dos cabelos lisos, o que forçou/forçava algumas mulheres a ocultarem os seus cabelos naturais através de inúmeros processos químicos para os tornarem lisos.

Mas esta «moda» vai mais além e mesmo as mulheres cujo tipo de cabelo é liso,decidem cada vez mais adotar os seus cabelos naturais, seja assumindo os cabelos brancos seja assumindo a cor natural dos seus cabelos, na demanda da beleza natural, saudável e livre.

Decidi falar sobre este tema, porque ainda vivemos numa época em que, para muitas de nós, mulheres, sermos aceites em determinado espaço social e/ou profissional somos forçadas a mudar e tal passa, muitas vezes, pela mudança do nosso visual , incluindo o cabelo.

A maioria das vezes o que muitos entendem como um «cabelo aceitável», se é que tal existe, passa por andarmos com o cabelo no seu estado «não natural», o que levou a maioria das mulheres a socorrer-se de mil produtos e mil tratamentos capilares, a maioria cheios de quimicos prejudiciais para o cabelo, para ter o tal «cabelo socialmente aceite».

Pois bem mulheres, nem toda a gente mudou a sua mentadlidade e ainda existe um longo caminho a percorrer, mas a verdade é que não precisamos disto,a não ser por escolha própria e não por uma imposição social.

Podemos  ser social e/ou profissionalmente aceites com os nossos cabelos, sejam eles como forem, afinal somos mais do que um tipo de cabelo e livres de escolher.

Ana de Pina, Consultora de Imagem

Palavra de Homem

O dia foi das Mulheres. Mas quando os Homens que temos ao nosso lado, trabalham todo o ano para que a realidade e a sociedade mude e evolua, tudo é diferente. Tudo faz mais sentido e tudo fica mais fácil!

Marco

É extremamente gratificante podermos contribuir (na Dress For Success Lisbon) para que as mulheres sejam tratadas com dignidade e respeito na sociedade.

Marcos Martins, Voluntário e Membro da Direcção da Dress for Success Lisbon, com Joi Gorden, CEO da Dress for Success Worldwide

Feliz Dia Internacional das Mulheres!

Estar um passo à frente

Estar Um Passo À Frente, quem nunca o desejou? É legítimo, e vamos a isso: estar um passo à frente com os sapatos certos.

Que pegadas devemos deixar em 2018?

Os experts ditam estilos, eu andei a reuni-los e elegi estes 6:

  1. Pumps extravagantes: serei a única que oiço pumps e associo Manolo Blahnik & Cary Bradshaw? Inspirada nesta dupla clássica, apresento-vos a marca de sapatos da atriz Sarah Jessica Parker.

sapatos.pngSJP by Sarah Jessica Parker

  1. Plástico & Verniz: vocês decidem. Como dizia uma música dos anos 90 “life in plastic is fantastic”.
  1. Penas! Penas everywhere: para completar qualquer sapatinho mais monótono.

josefinas.pngJosefinas

  1. Sandálias com meias: uma conjugação muito pouco portuguesa. O importante é sabermos que existe e está na moda. Gostos não se discutem…

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  1. Cowboy ou tropa: cowgirl na realidade; as botas que estamos habituadas a ver nos clássicos de cinema Western; ou optar pelo estilo tropa (já falamos destas, lembram-se?).
  1. Ténis: vêm aí novos Air Jordan, a Converse anda a conversar com o Tyler The Creator e a Adidas anda a explorar o mundo do Dragon Ball. Podia continuar…. Já viram os ténis do CR7? As possibilidades continuam infinitas no que toca a ténis. Somos surpreendidas dia-a-dia com este sem fim de parcerias aleatórias e inovação da tradição constante. É ficar atentas, minhas senhoras.

tenis.pngNike Air Jordan

 

Francisca Pedra Soares

Texto redigido segundo o novo acordo ortográfico